PALAVRAS CHAVES: Sonhos, visão e profecia, vários graus de consciência, ligação sensorial com a realidade, reações aos estímulos físicos, árduo trabalho de crescimento espiritual, o livro Messilát Yasharím, elevação dos pensamentos, para os judeus é vital entender e cumprir o que é o Shabat etc., as klipót previnem as ascensões, o profeta Ezequiel (1:4) descreve estas klipót que bloqueiam a mente, recalcitrância: a pessoa se recusa a se iluminar e alimenta assim as klipót, ciclo vicioso da falta de iluminação, “A sabedoria é dada aos sábios” (Daniel), percepção das essências – “insight”, a necessidade de alinhar seus pensamentos com o seu coração, sem elevação a pessoa se mantém prisioneira do ego, o materialismo bloqueia o espiritual, mudança de foco da mente: o infinito, consciência contraída, a “luz” de keter que balança e ordena a mente, matê ve-ló matê (“tocando, mas não tocando”), a mente sempre busca o infinito, restrição da mente evita a obliteração da mente, de acordo com o “recipiente” espiritual assim também é a sua iluminação, estágios de meditação.
Shalom Rabino Avraham e amigos que frequentam este Portal Santo. Peço permissão para fazer um breve comentário acerca da presente aula.
Uma dos ensinamentos mais importantes desta aula é o de que a ligação profunda com as coisas mundanas nos ofusca da consciência da Providência Divina em nossas vidas. Os pensamentos devem ser mais conectados com o Criador e afastados das realidades da vida material.
Devemos buscar uma transformação espiritual com todos os ensinamentos que recebemos nos estudos de Torá, entusiasmando nossos corações ao compromisso de praticar o que aprendemos, cumprindo nossas Mitsvot, fazendo atos de bondade e elevando assim nossa ligação com a santidade o que nos capacita a aumentar nosso limite de recebimento da Luz Divina.
Outro fator importante é o de perceber o agir das klipot, das cascas que procuram de nos impedir de receber a Luz de Hashem. Devemos manter nosso foco em tudo que nos liga a D-us e também não deixar se influenciar às seduções que o outro lado nos quer impor. Devemos sempre agir de forma inegociável com tudo que nos desconecta a Hashem, ou seja, com a Sitra Achara não tem negociação, tem de ser radical.
Agradeço ao Rabino Avraham por esta aula importantíssima para nossa elevação espiritual em nosso caminho de retificação.
Tudo de bom a todos.
Respeitosamente,
Robson Cleber Garcia da Silva
Com a licença do Sr. Rav, peço a permissão para tecer um breve comentário sobre a aula que acabo de ouvir.
Somos bombardeados com estímulos físicos, sensoriais e etc , 24 horas ao dia. O mundo físico e suas realidade obedecem sempre a uma relação de causa e efeito , praticamente imediata, do tipo: se como, então fico satisfeito e etc.
Entretanto, quando me deparo com as realidades espirituais e suas rotinas Santas, tais como: colocar Tefilin, rezar e etc, essa relação de causa e efeito não se aplica. E, justamente por isso, dentre outros fatores, que o trabalho de aproximação com o que é Divino, leia-se: cumprimento de Torá e Mitsvót, se torna tão desafiador pra mim.
As vezes me pergunto se o trabalho de Teshuvá seria facilitado se D-us estivesse menos oculto. A sociedade que nos cerca clama e trabalha diuturnamente pelo nosso rebaixamento e escravização pela matéria e promiscuidade.
Hoje em dia percebo que as dificuldade de aproximação dos judeus para como a Torá, se devem ao fato de que tal prática requer imprescindivelmente que a pessoa retifique traços de caráteres negativos, e se torne menos auto- identificada com comportamentos errados cultivados desde a mais tenra infância.
A mudança de paradigma pressupõe força, esforço e dor, e tais fatores acabam por amedrontar a maioria daqueles que algum dia cogitam uma mudança mais profunda de estilo de vida, e afastamento do lado negativo.
Sr. Rav, muito obrigado por ser essa luz em meio a essa escuridão sólida em que vivemos no mundo de hoje tão anti-Torá (que D-us não permita).
Que possamos nos encontrar em boa hora e vivenciar momentos de alegria. Desejo Shavua Tov e com brachá.
Baruch Socolik.