3 pensamentos sobre “VAYIGASH 5770

  1. Pela Graça de D’us.

    Prezado Rabino e Prezados Amigos:

    Peço permissão ao Rabino Avraham, para comentar sobre o presente shiur, com a transcrição da aula e comentário, ao final do texto.

    A aula inicia com o mestre ensinando que, em Bereshit 44, versos 30 e 31, Yehudá implora ao seu irmão Yossef, que ele ainda não havia reconhecido, que não separasse Binyamin, o irmão caçula, do pai Ya’acov, pois Yehudá tinha um temor muito grande, que os irmãos não voltassem com Binyamin, e isso traria uma dor muito grande para o Patriarca Ya’acov. Segundo o Rav, a razão que é trazida na Torá, para esse temor de Yehudá, é porque v’nafshô k’shurá v’nafshô – a alma de Binyamin era conectada à alma de Ya’acov.

    O Rabino revela que o Baal HaTurim traz algo muito interessante, para elucidar essa questão: ele explica que a palavra k’shurá tem a guemátria de 611, que é a mesma guemátria da palavra Torá. O mestre ensina que a conexão entre Binyamin e Ya’acov é oriunda do fato de que Binyamin estudava Torá com o seu pai.

    O mestre traz o sod deste tópico: o Arizal, segundo o Rav, explica sobre o modo em que o filho recebe, literalmente, a alma de seu pai. O pai dá uma porção de sua alma para os seus filhos, e essa porção se torna a “vestimenta exterior” da alma de um filho. O Rabino revela que, de acordo com a Cabalá, tudo na Criação tem dois aspectos – luz e recipiente, ou alma e corpo. Existe também, em um nível mais profundo, um terceiro aspecto na Criação, chamado levush (vestimenta). Prosseguindo a explanação, o mestre afirma que o levush “cobre” ou “diminui” a luz, para que o recipiente possa recebê-la, e não se romper, sendo o levush uma espécie de “atenuador” da luz espiritual. O Rabino, a partir deste ponto, apresenta o conceito de aglomerado sefirótico, ao qual prefiro não comentar, por não compreender, e explica, de uma forma muito sublime e sutil, o processo de investimento da alma do pai para o filho. O filho herda um aspecto da alma do pai, o Rav ensina, e como é oferecido ao filho “um pedaço” da alma do pai, aí se tem a mitzvá que o filho precisa honrar o pai, pois o pai cedeu um aspecto de sua alma para o filho, o mestre aqui embasado na obra do Arizal.

    O Rabino Avraham revela que o assunto se expande para a situação de um aluno, que estuda Torá com o seu mestre. De acordo com a Cabalá, prossegue o Rav, isso tem uma repercussão ainda mais intensa – se o mestre que ensina Torá é aquele que traz a sabedoria da Torá para o seu aluno, iluminando-o, a informação espiritual em questão é ainda mais intensa, e o Arizal considera essa informação espiritual como sendo algo que contém substância, ao que o Rav conclui que a ligação do mestre com o aluno é eterna, de tão profundo o processo de passagem da iluminação do mestre para o aluno, o que nem sempre é o caso do filho relação a seu pai, nas palavras o Rabino Avraham.

    O Rav, na conclusão do shiur, ensina que há o caso em que o pai também é mestre, existindo assim uma dupla ligação, tão íntima e profunda espiritualmente, que pai e filho se tornam uma única alma. A ligação de Binyamin e Ya’acov tinha essa natureza, e é por isso que Yehudá temia, em sua sabedoria, sobre esse distanciamento, pois Binyamin foi aluno de seu próprio pai, Ya’acov.

    Considero a relação que tenho, como aluno, com o Rabino Avraham, algo praticamente extraterreno, tanto que nem acredito que fui aceito como tal. Apesar de o Rabino Avraham não estar residindo fisicamente perto de onde eu moro, ainda assim me sinto próximo dele, com a sua riquíssima obra e, mesmo quando “ameaço” me afastar, algo me traz de volta, ao que dou graças ao Criador por isso. Mais limpo ou mais imundo, transgredindo ou arrependido (me sinto constantemente assim), revoltado ou conformado, meus estudos prosseguem, graças a D’us. Do pouco que consegui compreender desta aula, o Rav desvendou a dinâmica mestre/aluno. Em Brasília, estava comentando com o Sr. Alessandro Ferreira, inclusive, algo que está acontecendo comigo: como o Rabino não deixa “passar nada” – vocabulário, ortografia, transliteração do hebraico, interpretação de texto, intenção ou falta de intenção –, estou começando a ficar, guardadas as devidas proporções (perto do mestre, me sinto um símio), com o mesmo estilo como professor, dentro dos meus limites. E descobri que os alunos sentem, nesta conduta, muito mais credibilidade. Exatamente a mesma credibilidade que eu sinto no mestre. É bom saber, com este shiur, que há uma conexão a mais, entre o Rav e os seus alunos, dentre os quais, com muita alegria, me incluo.

    Uma boa tarde ao Rabino Avraham.

    Márcio

  2. Pela Graça de D-us,

    Caro Sr. Rabino Avraham e amigos,

    Venho pedir permissão para trazer algumas linhas sobre a “Parashá Vayigash”, conforme obra oral do Mestre Rabino Avraham em site Beit Ari”zal:https://beitarizal.org.br/2013/03/07/vayigash-5770.
    Adianto sincero pedido de escusas pelos erros de entendimento e pequenez de minhas palavras.

    O Mestre Rabino Avraham inicia a aula citando Bereshit 44: 30-31, onde há a passagem em que Judá, implora a José que ele não separe o filho caçula de Jacó, quer seja, Benjamin, do seu pai Jacó, pois temia pela dor que o pai sentiria. Sendo que o Mestre Avraham explica que a razão para esse temor de Judá era em virtude “da alma de Benjamin ser conectada com a alma de Jacó”. Traz o Sr. Rabino Avraham uma explicação sobre isso, utilizando técnica de Guemátria onde demonstra que a conexão entre ambos se fazia através do estudo de Torá, ou seja, o Mestre explica que Benjamin estudava Torá com seu pai Jacó.

    Enquanto ouvia a explicação do Mestre Rabino Avraham em relação a essa conexão entre Benjamim e Jacó, através do estudo de Torá, não pude deixar de ser tocado para o fato de que a própria Torá traz todas as explicações, lembrando as palavras do Mestre em outros momentos: “Tudo está na Torá!”. Realmente, quando o Mestre traz luz e franqueia o acesso de seus alunos a um entendimento mais profundo da Torá, dentro do nível possível para que os alunos possam apreender, todos os arquétipos, todas as explicações, etc…parecem ganhar vida, fazendo com que sejam tocados, poderia dizer fiquem em espanto, com a bondade de Hashem, que permite aos homens, cada qual dentro de seu nível e grau, possam acessar a sabedoria Divina, guiando cada passo que precisa ser dado em direção ao crescimento. Além disso, fica claro que estudar Torá sem um Mestre verdadeiro, em nosso nível, representa ficar muito longe de qualquer entendimento verdadeiro, pois além da falta do “equipamento” adequado para isso, nosso desalinhamento em pensamentos, falas e ações, nos previnem de conseguir uma conexão maior, dentro do nível que poderíamos chegar.

    No seguimento, o Mestre Rabino Avraham traz explicações sobre a forma como um pai dá uma porção de sua alma para os filhos, querendo dizer, que o pai cede aos filhos uma porção da sua alma e que esta se torna a vestimenta exterior das almas dos filhos. O Sr. Rabino Avraham segue em um aprofundamento trazendo uma explicação mais técnica de Cabalá sobre o assunto, explicando a ideia de levush/ vestimenta. Conquanto intua a importância das explicações do Mestre Avraham sobre o assunto, prefiro deixar isso fora deste texto, em virtude da minha dificuldade de entendimento sobre as explicações do Mestre. Peço desculpas aos amigos e ao Mestre por isso.

    O Mestre, após as explicações sobre como ocorre esse “investimento” da alma do pai no filho, traz que disto decorre o mandamento de honrar pai, querendo dizer, há o estabelecimento de uma conexão literal entre ambos, e desta, deriva a obrigação do filho honrar o pai. O Sr. Rabino Avraham, aprofunda mais essa ideia, explicando que entre um Mestre de Torá e seus alunos também se estabelece uma conexão profunda, até mais profunda que aquela entre o pai e seus filhos, citando o Mestre Ari”zal, o Sr. Rav Avraham, explica que essa conexão não é etérea, mas palpável por assim dizer, sendo que disso resulta na eternização dessa conexão entre o Mestre e o aluno.

    Obviamente sem apreender todas as nuances trazida pelo Mestre aqui, fica a ideia que assim como o filho deve honrar o pai, o aluno também tem a obrigação de honrar o seu Mestre. Neste sentido, lembrei-me de várias aulas do Sr. Rabino Avraham em que é expressa a falta de entendimento dos alunos em relação ao vínculo que se cria entre eles e o Mestre, neste caso, o Mestre Rabino Avraham, sendo que, confesso que me incluo entre estes, pois muitas vezes sinto que não correspondo ao grau de “investimento” do Mestre, muito pela falta de ações que sejam mais alinhadas com as orientações do Mestre. Aqui creio que caiba uma profunda reflexão sobre isso, afinal, quando nos foi permitido por Hashem encontrar um Mestre de verdade, sendo que isso, ao menos ouvindo os relatos da maioria dos amigos neste Encontro Nacional do Retidão Noética, ocorreu de forma aparentemente “por acaso”, em meu pequeno entender, significa dizer que ganhamos de D-us um inestimável presente, cabendo a cada um de nós reconhecermos a importância disso e não medir esforços para cumprir/seguir as orientações do Mestre Rabino Avraham, desta forma honrando-o.

    O Mestre segue explicando que, a relação que existia entre Benjamin e Jacó, era em verdade duplamente importante, afinal, eram pai e filho, mas além disso, eram Mestre e aluno, haja vista, Benjamin estudar Torá com Jacó, sendo que isso representava uma relação muito forte entre os dois, justificando desta forma, o medo de Judá pela vida do pai caso fossem eles separados.

    Caro Mestre Rabino Avraham e amigos, fico por aqui neste comentário, reforço o pedido de desculpas pelos erros de entendimento e a pequenez de minhas palavras.

    Aproveito para agradecer a D-us pela Sua infinita Misericórdia em permitir que tenha a maravilhosa oportunidade de estar estudando Torá orientado pelo Mestre Rabino Avraham, um autêntico Mestre, ainda, rogo que permita força e coragem para conseguir honrar ao Mestre Avraham.

    Que o Eterno, D-us de Yisrael, permita a todos nós seguirmos firmes, com força e coragem, crescendo cada vez mais em amor e espanto a Ele.

    Tudo de bom a todos,
    Diego Malheiros.

  3. Shalom Ravi Avraham e amigos. Permitam-me fazer um breve e humilde comentário sobre esta aula.

    Neste shiur é citada a passagem bíblica onde Yudá, no seu reencontro com seu irmão Yossef, pediu a este que permitisse a volta do irmão caçula, Benjamim, para que não ocorresse uma dor muito grande a seu pai, o patriarca Ya’acov. Esse temor de Yudá se justificava pelo fato de que, a alma de Benjamim era ligada com a alma do seu pai Ya’acov.

    O Mestre então nos revela que, no processo da formação do filho, este recebe uma porção da alma de seu pai; essa porção, tem também a função de atenuar a Luz Espiritual que irá preencher o recipiente (filho) e age como um atenuador da força e grandeza da Luz Espiritual que poderia romper o recipiente; ela funciona então como uma vestimenta da alma.

    Também é revelado que um Mestre que ensina Torá ao seu aluno, concedendo a sabedoria da Torá, tem uma ligação com este que é eterna. Algo muito impressionante. Então, na situação de Ya’acov e Benjamim, além da ligação de pai para filho, havia também a ligação entre Mestre e aluno, já que Ya’acov ensinava Torá ao seu filho Benjamim, o que tornava esta ligação tão forte, que os dois formavam uma só alma.

    Então, neta aula, em minha pequenez, compreendi porque é tão necessária a Mitzvá do filho ter que honrar ao seu pai. Assim também o aluno deve honrar seu Mestre de Torá, pois trata-se de uma ligação eterna entre ambos. Então, todo o aprendizado do aluno em prática deve ser muito sério, pois somente com ações retas e condizentes, práticas das Mitzvot, Tzedaká e atos de bondade e reconhecimento com seu Mestre, nesse mundo da ação em que vivemos, é que pode-se aferir se esta Mitzvá tão importante está sendo cumprida ou não.

    Agradeço ao Rabino Avraham por ser meu Mestre, e espero que se D-us quiser, eu possa crescer espiritualmente cada vez mais para o alto e assim ser digno de tão grande honra em ter um Mestre como o Sr.

    Rogo a Hashem que conceda iluminação à alma de meu pai, José Garcia da Silva, de abençoada memória.

    Peço perdão ao Rabino Avraham e aos amigos por algum equívoco de escrita ou de compreensão neste comentário.

    Shalom e tudo de bom!

    Respeitosamente,
    Robson Cleber Garcia da Silva.

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