DIVRÊI CHIZÚK

Divrêi Chizuk (“palavras de força”) é composto por dois shiurim de judaísmo introdutório do Rabino Avraham para os judeus que estão iniciando seu caminho de teshuva (“retorno”). Muita hashkafa (“entendimento judaico”) é passada sempre com vigor, mas aqui de modo mais simples para despertar o desejo de revelação da alma judia adormecida para muitos do Bnêi Israel (“Povo Judeu”).

PALAVRAS CHAVES (do segundo shiur): Culturas espiritualmente imaturas, o mal é uma criação de Hashem, o mitúk ha-dínin (“adoçamento dos decretos”) amargos, a função da classe anjos chamada “Satán”, parábolas do Zohar sobre o Satán testando o caráter dos homens, a iêtser hará (“má inclinação”) e sua afinidade com as coisas materiais, a alma do judeu, o desdenhar das realidades espirituais, o mochín de katnút (“consciência restrita”), a arrogância, os conceitos da sociedade sem D-us, o drama invisível do espiritual, fé tênue, prestando atenção na realidade, dificuldades na percepção sobre a providência Divina, o foco intenso no “Eu”, atsvút (“depressão”), recompensas e punições, a ordem para o universo, gam zu le’tová: a fé simples, responsabilidade espiritual, o livre arbítrio, a influência angelical na vida.

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A TECNOLOGIA ESPIRITUAL DA TESHUVÁ

Shiur do Rabino Avraham sobre a Teshuva e a modificação/refinamento das midót (“caráter/personalidade”),

Obs: No segundo shiur do título REÊ, o mesmo texto é abordado, porém de modo diferente.

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RAIO-X DO CAOS

Um shiur lúcido do Rabino Avraham sobre a natureza do caos, suas manifestações na cultura, educação e moralidade. O shiur prossegue com uma leitura e explicação da introdução “Os iníquos fazem um cerco aos íntegros” (pág. 17), do livro “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo”.

PALAVRAS CHAVES: parashá Toledot, o patriarca Ya’acov representa a retificação, Essáv representa a força do caos/ao lado do Mal, imaturo/estagnado é igual ao mal, objetivo da vida é a retificação, a necessidade de orientação para a retificação, a busca de vida e os assuntos de retificação, a constante presença do “Eu”, a inteligência do Mal, o orgulho limita a lucidez, o autolimite dos parâmetros racionais que a pessoa tanto confia, a busca pela auto-satisfação, os “charlatões espirituais” a auto-ajuda, o comércio religioso, locais nefastos de “estudo” mirando nos adolescentes, a cognição e os erros espirituais, Essáv é uma grande força “desagregadora”, o uso da força do caos nos “recipientes” retificados do bem, buscando dominar a iêtser hará (“má inclinação”), o caos ético-moral, problemas educacionais seculares, palavras e conceitos muito negativos alimentando as crianças seculares, desenhos sórdidos e bizarros, o “disfarce” da sítra áchra (“o lado do mal”), considerações sobre o pensar sem foco no divino, crítica à “filosofia” (chakirah), insanidade, a adaptação biológica ao caos, se afastando do caos, crescendo em humildade, a Torá é o “mapa” da retificação, a remoção das falhas de caráter..

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PAPÉIS TROCADOS

O Rabino Avraham elucida as ambiguidades do papel masculino e feminino criadas na sociedade secular e os seus resultados negativos, bem como os ideais de relacionamento dos patriarcas e matriarcas.

PALAVRAS CHAVES: a parashá Chaiyê Sarah, causas bíblicas do envelhecimento precoce, Sarah honrou Avraham, essências opostas: a relação entre o homem e a mulher, força ativa/masculina e receptiva/feminina, a paz é o ambiente ideal para ativação dos potenciais, o homem precisa trazer Torá para sua casa, disfunções do mundo secular: a perda dos papéis naturais, a mulher criando filhos receptivos à luz de Hashem, as corrupções das funções masculino-feminina levam às perversões sexuais, a problemática homossexual, a degeneração moral do mundo, leniências morais causadas pela falta de entendimento espiritual, o “despreparo” secular diante das questões espirituais/morais, a “modernidade” encobre as falhas de caráter, os profetas afirmaram estas degenerações como a “marca” antecedendo a era messiânica, a transfiguração da verdade, as misturas indevidas, a lei natural/espiritual de Hashem, a “fabricação” de ilusões, entendendo os princípios de cada coisa que existe, o grande trabalho de Avraham e Sarah, Yitschak: o primeiro judeu de nascimento, a relação equilibrada/arquétipa dos patriarcas e matriarcas, a importância do estudo de Torá em casal, o casal e os dois lados da mesma alma, os “frutos espirituais” da união do casal, se tornando um “sócio” de Hashem.

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MUNDO CAÍDO

Uma aula iconoclástica impactante do Rabino Avraham que aborda o tema das influências helenistas no mundo ocidental secular e as grandes dificuldades da pessoa se elevar espiritualmente.

PALAVRAS CHAVES: o Rambam e a Epístola do Iêmem, a “fluência” do entorno do homem na sua consciência, o enraizar na percepção na realidade mundana, o “aviso” que chega sobre a inconsciência, a problemática do conforto e prazeres, ta’anúg: a essência do prazer que transcende a consciência, Hedonismo: a busca do prazer e as deitificações, total oposição a Torá, adicção e as “indústrias do prazer”, a máscara do mundo caído, a exploração do corpo na sociedade secular, os resultados espirituais muito danosos da nudez e atos que derivam disso, o vitalizar da sítra áchra (“outro lado”), a dificuldade de separação dos estímulos de prazer, a racionalização sobre os prazeres, dormência mental: a perda da conexão espiritual, o “treinamento” físico-emocional do materialismo, a grande dificuldade do resgate espiritual, os enviados de Hashem que ajudam na redenção da alma, a rara oportunidade de ser resgatado, a luta do mal para impedir o crescimento espiritual do indivíduo, a origem do “ego”, o livre arbítrio, Torá e a retificação do caráter, clamando a ajuda de Hashem.

“Niggun No.2, Baal Shem” de Ernest Bloch (1880-1959). Violino: Jascha Heifetz (último recital em 1972).

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A PROIBIÇÃO DA IDOLATRIA PARA O MUNDO

Em dois shiurim fundamentais, o Rabino Avraham trata um dos assuntos principais da Torá: o grave engano da idolatria. O primeiro shiur estabelece as bases da Torá sobre a proibição de idolatria (ver palavras chaves abaixo). Um segundo shiur mais antigo e místico é incluído, tratando resumidamente o tema sobre a “idolatria inadvertida”. Como trazido nestas gravações, a intenção original do Rabino Avraham era de continuar estes shiurim com as leis relativas às proibições de idolatria. Esperamos que isso ainda ocorra em breve, se D-us quiser.

PALAVRAS CHAVES: o Rambam (“Maimônides”) e os conceitos básicos da idolatria (Hilchót Avodah Zarah), sociedades primitivas e o paganismo, o negar da realidade do Um D-us, origem histórica, avodah zarah: o trabalho espiritual “estranho” – fora dos limites permitidos, Enósh (Gênesis 4:26) e as práticas de adoração idólatra, os ensinamentos da Torá para prevenir os enganos da idolatria, os graves erros de fé: crença em intermediários, as funções naturais das criações de acordo com o desejo de Hashem, tudo na criação é sujeito a Hashem, idolatria são os erros de crença em outros poderes existentes no universo, causas egocentrismo, a “sedução” da idolatria, avodah zarah: o negar do monoteísmo puro, o orgulho e arrogância são equivalentes à idolatria (Talmud, Sotah 4b), ligação verdadeira com Hashem.

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RELAÇÕES SEXUAIS PROIBIDAS

A Torá ensina que as ações corretas conectam o espiritual ao físico. Isto é algo muito pertinente nos atos sexuais devido à sua força criativa intrínseca, ao elemento espiritual do ato e na pureza sexual como um caminho para a santidade. Isto é assim na medida em que ao se unir através do ato sexual da maneira correta, ou seja, de acordo com as halachót (“leis da Torá”), e assim usando apropriadamente suas energias sexuais – a forma física da ‘energia espiritual’ – o casal realiza seu potencial intrínseco para grandes ascensões espirituais. Através de uma união santificada o casal gera verdadeiramente uma resposta de iluminação nos níveis celestiais que trazem bênçãos para eles, os seus, e o mundo. Em aulas intensas que tratam de assuntos que precisam muito ser abordados com vigor e responsabilidade, o Rabino Avraham Chachamovits revela aqui informações vitais sobre a responsabilidade espiritual da união sexual legítima. A primeira aula trata do tema geral de Galúi Ervah (“descobrimento da nudez”), a saber, as uniões sexuais realizadas sem qualquer consciência espiritual, portanto intrinsecamente desalinhadas com as leis de Hashem. A segunda aula adentra estes “descobrimentos” enganosos, tratando das relações sexuais proibidas e que são consideradas como abominações pela Torá.

Certamente temas difíceis, mas vitais para todo aquele que entende o que significa o trabalho espiritual de se afastar do mal e se ligar ao bem real, pois somente através desta consciência elevada no mundo virá então o verdadeiro Mashiach muito em breve, amém.

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